O avanço dos juros do título de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos hoje pesa sob as bolsas mundiais e, por tabela, no mercado doméstico. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em baixa e recuava 0,42%, aos 52.553 pontos, às 10h20, alinhado com as perdas dos índices futuros de Nova York, que antecedem a abertura das bolsas norte-americanas.
O mercado amanheceu um pouco mais preocupado com a possibilidade de aumento da taxa de juros em vários países ao redor do mundo, após a China anunciar que a inflação em maio subiu para 3,4%, ante 3% em abril, puxada pelos de alimentação. Há o receio de que o banco central chinês seja um pouco mais agressivo na condução da política monetária, embora analistas ponderem que quando se trata da China todos os movimentos tendem a ser graduais e lentos.
O crescimento forte da produção industrial na Índia, de 13,6% em abril, também avivou a preocupação dos investidores globais com uma possível rodada de aperto monetário. Além do juro do título de 10 anos nos EUA, as bolsas são pressionadas ainda pelas revisões para baixo de lucro e receitas da Texas Instruments, anunciadas ontem à noite. Há expectativa ainda com o início da temporada de divulgação de balanços dos bancos, com a apresentação dos números do Lehman Brothers. No curto prazo, o juro do papel de 10 anos vai continuar na mira dos investidores e ditando o rumo dos negócios.
Vale do Rio Doce
As ações da mineradora Vale do Rio Doce devem ser influenciadas pela queda de preços nos contratos de níquel negociados na London Metal Exchange (LME), em Londres, que atingiram a mínima de três meses depois da notícia de que os estoques do metal na LME aumentaram. Mais cedo, o níquel despencava 5,4% para US$ 40.200 por tonelada, após ser negociado por alguns instantes a US$ 40.000 por tonelada. Analistas destacaram o fato que os estoques do metal registraram grande avanço nas últimas semanas e estão agora no maior nível em um ano.