As ações da Vivo disparam na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), amparadas por comentários que o novo presidente e executivo-chefe da divisão da Telefónica para a América Latina, Jose Maria Pallete, fez na última quinta-feira, quando participou de almoço no escritório do Santander em Londres. Às 16h19, os papéis preferenciais (PN) subiam 6,44%. Já as ações ordinárias (ON) tinham valorização de 2,16%, enquanto que a Bolsa paulista avançava 1,17%, aos 52.942 pontos.
Durante a conversa em Londres, Palette falou que os resultados da Vivo, cujo controle é dividido entre Telefónica e Portugal Telecom, já mostraram uma mudança de direção nos primeiros três meses de 2007 e ficarão "ainda melhores neste segundo trimestre".
Sobre a possibilidade de sua sócia sair do empreendimento que têm em comum, o executivo falou que isso depende do que a PT quer fazer estrategicamente, embora isso fosse muito bom para a Telefónica, tendo em vista todas as sinergias que poderiam ser geradas entre Vivo e Telesp.
Na reunião com os analistas do Santander, Palette teria dito que, independente das discussões sobre controle societário, a Vivo fará o que tem de fazer. E que mesmo sem haver uma união, Telesp e Vivo trabalharão para capturar sinergias. Uma fusão entre Vivo e Telesp traria compartilhamento de recursos e daria a chance de oferta de "quadruple play" (telefonia móvel, fixa, internet e imagem).
Ao discorrer sobre a chance de se criar uma plataforma brasileira de telecomunicações, que viria a partir da fusão entre Oi/Telemar e Brasil Telecom, o executivo da Telefônica sugeriu que este é um passo fácil de ser dado, bastando apenas um decreto presidencial para mudar Plano Geral de Outorgas (PGO), que hoje veda o controle, por um mesmo investidor, de empresas de telefonia que atuam em áreas distintas.