As bolsas européias operam em alta pela primeira vez em seis dias, com os investidores comprando papéis das companhias aéreas depois da forte queda dos preços futuros do petróleo. A tentativa de recuperar parte das perdas da semana passada através da compra de ações do setor de turismo ajudou as ações da Air France-KLM e da Deutsche Lufthansa a subirem cada uma mais de 2,2%.
Na semana passada, as bolsas na Europa e no resto do mundo foram atingidas pelas preocupações com os níveis das taxas de juros globais, acionando vendas nos mercados acionários e de bônus. No entanto, os investidores encontraram suporte no rali de sexta-feira das bolsas norte-americanas, quando os juros dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) mostraram estabilização e os preços do petróleo despencaram mais de 3%. Hoje, no pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato do WTI para julho era negociado em alta de 0,90%, a US$ 65,34 o barril, às 8h58. Os preços de combustível para aviões estão diretamente correlacionados com o do petróleo, ajudando assim as companhias aéreas.
Às 8h58 (de Brasília), o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres subia 0,64%, o índice CAC-40 da Bolsa de Paris ganhava 0,73% e o índice Xetra-DAX da Bolsa de Frankfurt avançava 1%.
Estrategistas dos bancos de investimentos J.P. Morgan e Lehman Brothers também ajudaram o sentimento positivo dos investidores, ao manterem suas recomendações para os mercados acionários globais. Para Abhijit Chakrabortti, do J.P. Morgan, a maior parte dos riscos são fruto dos níveis das taxas de juros e não do crescimento econômico, indicando que não irá vender ações para comprar bônus. Ele manteve a recomendação neutra para as ações devido à falta de sinais pessimistas claros, como supervalorização significativa ou inflação alta sustentada. Já os analistas do Lehman foram ainda mais positivos e mantiveram sua postura "acima da média" para as ações, afirmando que não acreditam que a recente alta dos juros dos bônus mine as razões para compra de ações.
Destaque também para as ações do banco britânico Barclays, que ganharam 1,9% com as notícias de que o fundo de hedge Atticus Capital, que controla 1% do Barclays, exortou o banco a retirar sua oferta de aquisição do ABN Amro, alertando que votará contra o negócio caso ele seja tocado adiante, informou hoje o jornal Financial Times. As ações do ABN subiram 0,3%, enquanto as do Royal Bank of Scotland, líder do consórcio que também lançou oferta pelo banco holandês, avançaram 0,2%. As informações são da Dow Jones.