O índice Bovespa da Bolsa de Valores de São Paulo abriu em forte queda, perdendo mais de 2% às 10h20. O mercado de ações está pressionado em todo o mundo hoje, reagindo à decisão do governo da China de elevar de 0,1% para 0,3% o imposto sobre compra e venda de ações para conter os exageros das bolsas chinesas. O índice Xangai Composto caiu 6,5% hoje (mas ainda acumula ganho de 60% este ano).
A queda na bolsa chinesa está pesando nos EUA, onde o Nasdaq futuro recuava 0,54%, e também na Europa. As bolsas de Paris e Frankfurt cediam mais de 1% esta manhã. A queda do preço dos metais em Londres, especialmente cobre e níquel, também influenciada pela China, é mais uma notícia negativa hoje.
O medo maior dos investidores é de que o efeito China contamine a economia real (os investimentos das empresas). Por enquanto, os especialistas acham que o impacto é mais psicológico e que a China está dando mais um pretexto para os mercados acionários, que já subiram muito, realizarem lucros.
"O aumento da alíquota do imposto sobre ações foi pequeno. O mais importante foi a sinalização dada pelo governo chinês de que está disposto a domar a demanda excessiva por ações no país", afirma um especialista do mercado acionário brasileiro. Para ele, o que deverá mesmo definir o comportamento de curto prazo do mercado é a agenda de indicadores econômicos nos EUA, que começa a esquentar hoje com a divulgação da ata da reunião do banco central americano (Fed) de 9 de maio, quando o juro básico americano foi mantido em 5,25% ao ano.
Os investidores vão olhar com atenção o que está escrito no documento do BC americano em busca de sinais sobre as próximas decisões em relação à política de juros nos EUA.
Aqui na Bovespa, as ações da Vivo e da Telemar podem reagir à notícia de que a Portugal Telecom (PT), que no Brasil divide com a Telefónica o controle da Vivo, está se preparando para lançar uma oferta amigável pela Oi (Telemar), noticiada pelo jornal português Diário Econômico, sem citar fontes.