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Xangai Composto ultrapassa 4.100 pontos pela 1ª vez

Por Helio Barboza e Ricardo Criez  | 22.05.2007 | 08h18

As ações de imobiliárias dispararam nas Bolsas da China, com expectativas de uma valorização do yuan em ritmo mais acelerado, o que aumentaria o valor das propriedades, e demanda mais forte por imóveis. Isso levou o índice Xangai Composto a superar a importante barreira psicológica dos 4.100 pontos pela primeira vez. O indicador apresentou alta de 0,9% e fechou em 4.110,38 pontos. Já o Shenzhen Composto subiu 1,4%, também para o recorde de 1.198,41 pontos. Os investidores vêem ainda uma porta aberta para futuros ganhos no mercado acionário, na medida em que a política econômica do governo provavelmente continuará a mesma, ou seja, com a adoção de medidas convencionais de aperto monetário. Entre os papéis de imobiliárias mais comercializados estavam os da China Vanke, que subiu 4,8%. Beijing North Star ganhou 1,8%. Shanghai New Huangpu Real Estate atingiu o limite de alta diária de 10%. Mas as ações tipo B denominadas em moeda estrangeira fecharam em baixa, com realização de lucros, reduzindo os ganhos do mercado. O índice Xangai-B perdeu 6,9% e o Shenzhen-B caiu 1,5%.

Uma forte queda na taxa de paridade central, de 7,6652 yuans para 7,6551 yuans, alimentou as expectativas de uma valorização da moeda chinesa em ritmo mais acelerado. Isso fez com que o yuan apresentasse uma alta recorde em relação ao dólar pelo segundo pregão consecutivo. Nesta terça-feira, no mercado de balcão, a cotação da moeda americana fechou em 7,6547 yuans, abaixo da última cotação de segunda-feira, que foi de 7,6673 yuans.

Realizações de lucros após a alta no início da sessão fizeram o índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong cair 0,40%, para fechar em 20.843,92 pontos. Durante a manhã, o índice chegou ao cume de 21.020,42 pontos. As duas maiores empresas do Hang Seng por capitalização de mercado recuaram: HSBC perdeu 0,3% e China Mobile caiu 0,7%. O índice relativo às ações tipo H (que inclui papéis de empresas relacionadas à China negociadas na Bolsa de Hong Kong) também tombou 0,4%, fechando em 10.838,36 pontos. China Life, a maior segurador do país por prêmios, caiu 1% e o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC, na sigla em inglês), o maior de HK por ativos, recuou 0,7%. A explicação dos analistas para essas quedas é o excesso de liquidez no mercado e o otimismo no mercado chinês, após as recentes altas de taxas terem surtido efeitos fracos.

Em Taiwan, o índice Taiwan Weighted da Bolsa de Taipé estendeu os ganhos de ontem de 1,3% e subiu mais 0,6%, fechando em 8.188,63 pontos, com bom volume de negociações. O setor de cimentos liderou a alta, com os investidores preferindo as ações de empresas com exposição na altista Bolsa da China. Asia Cement subiu 6,5%. Taiwan Cement ganhou 2%. Chia Hsin Cement fechou em alta de 2,9%. BenQ avançou 4,1%, apesar de estar sendo investigada por “insider trading”.

Liderado pelos ganhos dos papéis da Samsung Electronics e da Posco, a Bolsa de Seul (Coréia do Sul) apresentou alta de 0,9%, com pesado volume de negociações. O índice Kospi atingiu novo recorde e fechou em 1.642,88 pontos. Analistas apostam em realização de lucros no pregão de amanhã. As ações da Samsung Electronics tiveram alta de 2,4%, com a possibilidade de a empresa aumentar seu valor de mercado se reduzir sua participação na Samsung Card após oferta inicial de ações. A siderúrgica Posco, que na véspera ganhou 1,7%, subiu 2,8% com a notícia de que a China impôs imposto de exportação para os produtos de aço. Hyundai Motor subiu 1,8%, com a recente elevação de rating feita por analistas locais.

Nas Filipinas, o índice PSE da Bolsa de Manila apresentou alta de 1,1% e fechou no novo recorde de 3.505,03 pontos. Houve pesado volume de negociações, com compras de ações de empresas que provavelmente irão apresentar fortes resultados este ano. Entre as principais companhias, Metropolitan Bank & Trust subiu 2,3% (ontem ganhou 2,4%), Manila Electric Co. B ganhou 5% (alta de 2,3% no pregão anterior), Bank of Philippine Islands fechou em alta de 2,2% e Ayala Land avançou 1,6%.

A forte baixa no índice de ações B da Bolsa da China derrubou o mercado australiano, embora os dealers não tenham mostrado preocupações excessivas com a queda em Sydney, que teria sido exagerada por conta do baixo volume de negociações. O índice S&P/ASX 200 da Bolsa de Sydney perdeu 30,2 pontos, ou 0,5%, e fechou em 6.338,8 pontos. Os papéis bancários lideraram a baixa, com Commonwealth Bank of Australia em queda de 0,9% e Macquarie Bank perdendo 2,4%. BHP Billiton fechou em alta de 0,6%, após o preço do cobre subir 1,8% no London Metals Exchange. Woodside Petroleum ganhou 0,9%, depois de o petróleo cru Nymex aumentar 2,1%, para US$ 66,28, o maior valor desde agosto de 2006.

A Bolsa de Cingapura apurou novo recorde nesta sessão, impulsionada pelos bancos, que tiveram alta na expectativa de crescer o acesso ao potencialmente lucrativo mercado chinês. O índice Straits Times subiu 25,33 pontos, ou 0,7%, e fechou aos 3.539,82 pontos. Os ganhos dos bancos vieram após o DBS Group, a maior instituição por ativos no Sudeste Asiático, dizer que obteve aprovação do órgão regulador chinês para oferecer a totalidade de seus serviços bancários aos residentes locais. Com isso, as ações do grupo subiram 3,4%; United Overseas Bank ganhou 0,4% e Oversea-Chinese Banking Corp. avançou 1,1%. A empresa de commodities agrícolas Olam caiu 3,5%. CSC Holdings disparou 11,9% após obter um contrato para construir dois hotéis-cassinos.

O índice JSX Composto da Bolsa de Jacarta (Indonésia) subiu 0,4% para fechar no novo recorde de 2.078,75 pontos, com compras no final da sessão da fabricante de cimento Semen Gresik, papel que terminou em alta de 4,1%, e da indústria de equipamentos pesados Tractors, que avançou 4,9% apoiada nas expectativas de fortes lucros no primeiro trimestre por conta de alta nas vendas. Vendas da peso-pesado Telkom puseram o papel em baixa de 1,1%, devido a temores de fracos resultados no primeiro trimestre. Essa queda limitou os ganhos do índice.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc (Tailândia) subiu 0,6% e encerrou aos 732,77 pontos, maior alta em 5 meses, com destaque aos papéis do setor bancário, beneficiados pela expectativa de que o banco central do país faça um corte de 50 pontos-base na taxa de juros em sua reunião de amanhã. Setores sensíveis à taxa de juro, como o imobiliário e de construção, devem levar o SET a mais altas. Bangkok Bank subiu 2,7%, Siam Commercial Bank ganhou 1,5% e Thai Oil avançou 2,2%.

O índice composto de 100 blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur (Malásia) avançou 1,5% e fechou aos 1.367,51 pontos, com compras tanto de investidores locais quanto estrangeiros de ações de primeira linha e de pesos-pesados, que buscaram boas ofertas no mercado. Entre os que fecharam em alta, BCHB disparou 5,2%, UEM Builders galgou 14,2%, Ranhill avançou 23,3%. A recém-listada HELP fechou em alta de 15%. Entre as pesos-pesados de maior recuo, Transmile perdeu 2,8% e Proton caiu 4,7%. As informações são da Dow Jones.

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