A queda das ações de companhias mineradoras contribuiu para derrubar o principal índice da Bolsa de Xangai, na China. O índice Xangai Composto baixou 0,5%, totalizando 4.030,26 pontos. Já o Shenzhen Composto teve alta de 0,4%, fechando em 1.156,68 pontos, liderado pelo setor imobiliário, ainda na esteira da recente valorização do mercado. Também pesaram no resultado do pregão as preocupações sobre possíveis medidas a serem adotadas pelo governo chinês para conter o superaquecimento da bolsa. O governador do Banco do Povo (banco central chinês), Zhou Xiaochuan, disse no final do dia que a instituição deve continuar a implementar instrumentos de política monetária, incluindo o aumento dos juros, para manter a estabilidade econômica. A cotação do cobre despencou nos mercados internacionais e abalou as ações das mineradoras, como reflexo das preocupações acerca de uma diminuição das importações chinesas do metal, devido aos elevados estoques. Yunna Copper recuou 2,8% e Jiangxi Copper perdeu 0,9%. Entre as incorporadoras imobiliárias, China Vanke avançou 0,4% e China Merchants Property ganhou 3,1%.
A expectativa de aumento dos juros e de valorização da moeda local levou o yuan a bater um recorde de alta frente ao dólar. No mercado de balcão, a cotação da moeda norte-americana fechou em 7,6686 yuans, abaixo do fechamento de quinta-feira (7,6707 yuans) e no menor valor desde a revalorização de julho de 2005. Os operadores dizem que o dólar pode cair abaixo dos 7,66 yuans na próxima semana, quando acontece o Diálogo Econômico Estratégico China-EUA, em Washington. Eles acreditam que Pequim deve permitir a apreciação do yuan a fim de preparar o ambiente para a reunião e esvaziar a crítica de que a moeda chinesa está subestimada.
A Bolsa de Hong Kong fechou em baixa, por conta do crescimento das expectativas de que a China aumentará a taxa de juros. O índice Hang Seng caiu 89,77 pontos, ou 0,4%, e fechou na máxima de 20.904,84 pontos - durante o pregão, a mínima foi de 20.769,10 pontos. O índice acompanhou as quedas nos mercados japonês e chinês. Na semana, contudo, o Hang Seng acumulou alta de 2%. A queda de hoje só não foi maior por causa do desempenho das “red chips” - ações de companhias registradas em Hong Kong, mas com ativos também na China. Entre elas, China Mobile, a maior operadora celular mundial em número de assinantes, que subiu 0,5% ante a perspectiva de, em breve, estar listada também na China. A petrolífera CNOOC, outra red chip, subiu 1,7%, com a alta do preço do petróleo. Já a maioria das blue chips fechou em baixa, após a alta registrada no início da semana, com a notícia de que a China permitiria a determinados bancos que invistam recursos dos clientes em bolsas estrangeiras e ativos relacionados, acima das atuais cotas para investimento em renda fixa. China Life caiu 1,5%, enquanto Bank of China perdeu 1,2%. Hong Kong Exchanges & Clearing teve baixa de 1,2%. Os papéis da operadora de telecomunicações China Netcom subiram 2,2%, após a Goldman Sachs elevar seu rating para “compra”.
A Bolsa de Taipé, em Taiwan, registrou leve baixa, com uma onda de realizações de lucros que apagou os ganhos obtidos no início da sessão. O índice Taiwan Weighted recuou 0,1% e fechou em 8.034,14 pontos. A fabricante de chips de memória TSMC subiu 1,2%, puxada pela cotação dos seus ADRs. As maiores perdas ocorreram no setor petroquímico, que havia subido fortemente ontem.
Na Bolsa de Seul, na Coréia do Sul, as ações das empresas fabricantes de chips continuaram a cair e houve realização de lucros com os papéis dos estaleiros. Com isso, o índice Kospi perdeu 0,2% e fechou em 1.612,25 pontos. O setor de chips de memória foi afetado pela queda no preço desses produtos. Samsung Electronics declinou 2,1% e Hynix Semiconductor caiu 3,1%. Entre os estaleiros, Hyundai Heavy Industries recuou 1,4% e Hyundai Mipo Dockyard, 1,7%. LG Electronics subiu 1,3% com a notícia de que fechará uma de suas fábricas de monitores de plasma. LG.Philips LCD avançou 1,7%. Segundo Park Kang-Ho, analista da Daishin Securities, a medida não deve melhorar muito a rentabilidade da LG, mas no longo prazo “manterá em equilíbrio as condições de oferta e demanda”.
A Bolsa de Sydney, na Austrália, foi puxada para baixo pelas ações das mineradoras, sob o impacto da queda na cotação dos metais em Londres, onde o cobre recuou para o menor valor das últimas seis semanas. O índice S&P/ASX 200 teve perda de 0,8% e fechou em 6.312,50 pontos. BHP Billiton caiu 2,5% e a Rio Tinto, 1,5%. Fortescue Metals desabou 7,9%.
Nas Filipinas, o índice PSE Composto da Bolsa de Manila avançou 0,9% e encerrou aos 3.449,18 pontos, impulsionado pelos fortes resultados das empresas no primeiro trimestre. As ações tipo “B” da Manila Electric subiram 10,1% e os papéis “B” saltaram 11,5%, com a notícia de que vários grupos de investidores se interessaram em comprar a participação de 12% do governo na empresa. Philippine Long Distance Telephone (PLDT) subiu 0,6% e Ayala Corp., 2%.
A Bolsa de Cingapura fechou em baixa, após atingir recordes de altas nos últimos dois dias. O movimento é de consolidação do mercado, o que deve continuar na próxima semana, acreditam operadores. O índice Straits Times perdeu 13,1 pontos, ou 0,4%, e fechou em 3.512,40 pontos. O índice também foi puxado para baixo por causa do fechamento em queda da Bolsa de Xangai, com os investidores temendo novas medidas de aperto econômico. As ações de Cingapura tiveram apenas leve alteração ante o fechamento de ontem, com exceção da United Test & Assembly Center, que caiu 5,1% hoje ante queda de 15,4% na quinta-feira, por conta de especulações do mercado de que a empresa de componentes de informática seria comprada pela companhia de private equity Blackstone. A United, no entanto, disse que não há nada definitivo a respeito. Ações de construtoras, como a CSC Holdings e Yongnam Holdings, estiveram entre aquelas que dominaram os negócios hoje, ajudadas por expectativas de que devem obter contratos para construir cassino-hotéis no país. CSC subiu 8,1% e Yongnam ganhou 2,9%.
Compras de blue chips por investidores estrangeiros impulsionaram o índice SET da Bolsa de Bangcoc (Tailândia), que subiu 0,6% e fechou em 728,76, novo recorde de alta em cinco meses. Mas a falha em o índice quebrar a barreira dos 730 pontos mostra que uma alta maior será difícil, à medida que aumenta a tendência de os investidores realizarem lucros. Thai Oil subiu 3% , Shin Satellite disparou 20% e C.P. Seven Eleven saltou 11,4%.
O índice composto de 100 blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur (Malásia) caiu 0,2% e fechou aos 1.356,84 pontos, com volume moderado de negócios devido à liberação de posições por conta do fim de semana. “À parte o assunto privatização e a alta do preço do óleo de palma, não há nenhum outro tema a direcionar o mercado”, disse um corretor. Entre os papéis que fecharam em alta, Salcon avançou 11,6% devido a um milionário projeto, Hong Leong Financial Group subiu 6,3% por conta de conversações a respeito de privatização e Berjaya Capital disparou 18,4% também devido a planos de privatização. As companhias agrícolas KL Kepong (+0,8%) e Asiatic (+4,8%) igualemente tiveram desempenho positivo. Em sentido oposto, recuaram AMMB (-3,4%), Commerce Asset (-1,7%) e Genting (-1,2%) todas em razão de realizações de lucros.
A Bolsa de Jacarta, na Indonésia, não operou devido a um feriado local. As informações são da Dow Jones.