Os juros futuros acompanham a pausa na euforia que se vê nos demais mercados nesta terça-feira. No exterior, a expectativa com reunião do banco central americano (Fed) sobre juros, amanhã, provoca realização de lucros nas bolsas norte-americanas. Na mesma direção, operavam as bolsas européias.
A cautela no exterior deve servir de argumento para alguma correção nos juros futuros aqui também. Afinal, a queda foi expressiva nos últimos dias e as taxas dos contratos futuros de curto prazo chegaram perto de precificar integralmente a aposta em um corte de 0,5 ponto porcentual da taxa Selic ontem, para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro no início de junho. "Em algum momento, essa queda tinha que parar", observa um profissional". Mas operadores não vislumbram uma correção intensa e duradoura. "Surgiram alguns compradores, mas com pouca convicção", afirma um operador.
Outro tema que continua na pauta do dia é a possibilidade de o governo aliviar os depósitos compulsórios. A idéia teria como objetivo reduzir o spread bancário (a diferença de taxas) dos empréstimos. Mas, na opinião de operadores, ela pode refrear o otimismo do mercado com a aceleração do ritmo de corte de juros básicos da economia (a taxa Selic).
Esses depósitos compulsórios são os recursos que os bancos obrigatoriamente recolhem ao Banco Central. Por meio desse instrumento, o BC controla o volume de dinheiro que circula na economia e, conseqüentemente, contém eventuais pressões inflacionárias.
Às 10h38, no pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008 projetava taxa de 11,49% ao ano. O DI de janeiro de 2009 projetava 10,79% ao ano (estava em 10,75% ontem) e o DI de janeiro de 2010 apontava taxa de 10,55%.