Hoje, foi a vez de o Santander anunciar que planeja uma oferta primária de cerca de US$ 7,3 bilhões na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O montante poderá superar esse valor caso um lote extra de ações seja vendido se houver demanda suficiente. "Considerando apenas o cenário macroeconômico, Brasil, China, e atrás deles a Índia, são os países com as perspectivas mais positivas e isso se reflete no interesse que os investidores estão mostrando, inclusive nas ofertas de ações", disse Luiz Fernando Resende, um dos diretores da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).
"Estamos saindo de uma bomba nuclear financeira", disse o diretor de investimento da empresa de pesquisa e desenvolvimento Emerging Global Advisors, Richard Kang. "Às vezes, as companhias encontram as melhoras oportunidades numa crise. Há cinco anos, os melhores bancos eram norte-americanos. Há 20 anos, eram japoneses. Hoje, alguns dos mais sólidos bancos do mundo são brasileiros, e o Santander sabe disso."
Kang acrescentou que "a janela de oportunidade nos mercados emergentes, principalmente no Brasil e na China, não ficará aberta para sempre. "O momento escolhido pelo Santander é perfeito. Eu ficarei muito surpreso se eles não levantarem mais do que esperam com essa oferta." Os recursos que irão entrar no caixa do Santander serão utilizados para a expansão dos negócios do banco no Brasil. Para isso, a instituição pretender abrir novas agências e elevar as concessões de crédito. As informações são da Dow Jones.