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Bolsas de Nova York oscilam perto da estabilidade

16 de Julho de 2009 | 13:05

Por Marcílio Souza

Nova York - O recuo de ações do setor financeiro e preocupações com o destino da credora CIT mantêm os principais índices de Wall Street oscilando perto da estabilidade hoje. Às 12h45 (de Brasília), o Dow Jones subia 0,03%, o Nasdaq ganhava 0,14% e o S&P 500 perdia 0,24%.

A CIT afirmou ontem que "não existe uma probabilidade apreciável" de que receberá ajuda do governo no futuro próximo. Essa seria a primeira vez, desde o colapso do Lehman Brothers, em setembro de 2008, que os Estados Unidos se recusariam a ajudar uma instituição financeira em dificuldade de alcance e tamanho significativos.

O JPMorgan, outro destaque do setor, apresentou lucro e receita melhores do que o esperado no segundo trimestre, mas suas ações recuavam 1,38% no horário acima, já que os investidores preferiram concentrar-se em pontos negativos do balanço. As atividades de banco de varejo do grupo, por exemplo, seguiram apresentando perdas com empréstimos e a instituição financeira prevê que o volume de créditos problemáticos para consumidores e empresas seguirá em alta.

O contraponto positivo a essas notícias corporativas desfavoráveis é a queda recorde do número total de norte-americanos que recebem auxílio-desemprego, de 642 mil, para 6,273 milhões. Esse declínio foi quase o dobro do recorde anterior, registrado em 1983 e o nível atingido é o menor desde 11 de abril. O relatório alimenta expectativas em Wall Street de que a economia dos EUA poderia apresentar uma recuperação no segundo semestre.

A cautela nas bolsas refletia-se também em outros mercados. O contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em agosto negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) eletrônica cedia 0,42%, para US$ 61,28 o barril, enquanto os títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries) atraíam compras. As informações são da Dow Jones.

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