09 de Setembro de 2009 | 09:37
A Vivendi, grupo francês de comunicações e entretenimento, anunciou ontem uma proposta amigável de compra por 100% da GVT, operadora brasileira de telecomunicações. A empresa ofereceu R$ 42 por ação da companhia, o que avalia a empresa em R$ 5,4 bilhões. Ontem, os papéis da companhia fecharam cotados a R$ 36,26, com alta de 4,79%. Segundo comunicado, a Vivendi assinou ontem um acordo com o Grupo Swarth e a Global Village Telecom Holland BV, maiores acionistas da operadora brasileira. A aquisição depende de algumas condições, como a aquisição de pelo menos 51% do capital da companhia.
Swarth e Global Village Telecom Holland concordaram em vender pelo menos 20% dos 30% que eles possuem na empresa. Eles também concordaram em votar a favor da dispensa do mecanismo de proteção contra dispersão da base acionária (também conhecido por poison pill), presente no estatuto social da empresa. É uma oferta justa, afirmou Luciana Leocádio, chefe de análise da Ativa Corretora. Segundo ela, se fosse respeitado o estatuto da empresa, a oferta mínima seria de R$ 47,50 por ação, o que equivale a 25% da maior cotação do papel nos últimos 12 meses. A meta de preço da corretora para a GVT era de R$ 38, e estava em revisão para cerca de R$ 40.
Luciana considerou surpreendente a proposta apresentada pela Vivendi. Segundo a analista, a surpresa não vem do fato de a GVT ser alvo de aquisição, mas de a oferta vir de uma companhia que ainda não opera telecomunicações no País, e logo depois de os controladores da GVT terem anunciado uma oferta secundária de ações. Por causa da acordo, os controladores decidiram cancelar a oferta secundária, anunciada em 19 de agosto. A experiência da Vivendi em conteúdo irá apoiar a GVT nos seus planos de entrar em novos segmentos de mercado, como IPTV, informou a Vivendi, em comunicado. Shaul Shani continuará como presidente do conselho da companhia e Amos Genish como diretor-presidente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.