O presidente da TIM, Mario Cesar Pereira de Araujo, afirmou hoje que a operadora de telefonia celular terá à venda para o Natal o iPhone, aparelho fabricado pela Apple. Sem revelar detalhes, ele se limitou a dizer que a oferta será estendida também a não-clientes da TIM. A Claro e a Vivo já comercializam o iPhone. Questionado se as negociações com fabricantes de celulares, de modo geral, ficaram mais difíceis em razão da forte variação da taxa de câmbio, Araujo disse que não, pois boa parte dos aparelhos é fabricada no Brasil, e apenas os componentes são atrelados à moeda norte-americana. Segundo ele, foi mantida a cotação de R$ 1,90 por dólar na compra de aparelhos dos fabricantes com os quais a TIM trabalha para as vendas do quarto trimestre deste ano. Parte da alta da moeda foi absorvida pelas operadoras e parte pelos fabricantes. Crédito Apesar da negativa do governo à prorrogação do prazo de pagamento das licenças de terceira geração (3G), o presidente da TIM disse que o poder público está "sensível" à causa das operadoras. Ainda que o governo tenha mantido o prazo de pagamento das outorgas para a 3G, Araujo afirma que há alternativas para livrar o caixa das operadoras de pressões e, com isso, liberar recursos para investimentos. Como exemplo, ele citou a prorrogação do pagamento da parcela anual do Fundo de Fiscalização de Telecomunicações (Fistel), prevista para março, e a concessão de linhas de crédito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Entendemos a preocupação com a arrecadação, é necessário encontrar uma alternativa que seja boa para todos, mas a gente sente que o governo está sensível." No início do mês, TIM, Vivo, Claro, Oi, Brasil Telecom e CTBC pediram ao Ministério das Comunicações mais 18 meses de prazo para o pagamento das licenças 3G. Com exceção da Claro, que pagou R$ 1,4 bilhão à vista quando da assinatura do contrato, em abril, todas as operadoras entregaram apenas 10% do valor das licenças. Pelas regras do edital de licitação, 90% do total de R$ 5,3 bilhões empenhados no leilão poderiam ser pagos em até 12 meses, prazo que termina em 10 de dezembro. Segundo Araujo, a TIM não deve recorrer à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para quitar o R$ 1,08 bilhão restante. Para honrar essa dívida, de acordo com Araujo, a empresa tem dinheiro em caixa (R$ 1,4 bilhão ao fim do terceiro trimestre), além de financiamentos contratados com instituições financeiras, como o Banco Europeu de Investimento (BEI).