O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, afirmou hoje que o governo já esgotou a possibilidade de negociação com os auditores fiscais da Receita Federal, que ameaçam entrar novamente em greve a partir de segunda-feira. Ele lembrou que o governo concordou em discutir um ou outro ponto de menos impacto econômico, mas avisou que não tem condições de atender à reivindicação de um teto salarial de R$ 19,6 mil para os auditores em 2009.
"Não sei se vão fazer greve, mas espero que isso não aconteça. A greve já foi declarada ilegal, e nós já começamos a descontar o ponto (relativo aos dias parados) e não teremos outro caminho", afirmou o ministro do Planejamento.
Bernardo admitiu que o governo pode dar poderes aos analistas tributários para que eles assumam a função dos auditores fiscais, caso estes reiniciem a paralisação. O ministro argumentou que, se os auditores reiniciarem a greve, será um movimento que não terá fim, porque o governo não tem como melhorar a proposta e ficará impedido de mandar ao Congresso projetos de novos reajustes salariais a partir de 4 de julho, por causa da Lei Eleitoral.
"Se eles não concordarem com a nossa proposta atual, vamos acabar é economizando esse dinheiro", ironizou Paulo Bernardo.