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Lula: parte da política industrial seguirá como MP

Por Carolina Ruhman  | 12.05.2008 | 13h28

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que vai enviar ao Congresso, sob a forma de medida provisória, algumas partes da nova política industrial que foi anunciada hoje. A intenção do governo é acelerar o processo de aprovação do programa. "Porque, senão, elas (as medidas) não entrarão em vigor rapidamente e nós poderemos ter um retrocesso, um atraso na Política de Desenvolvimento Produtivo que estamos fazendo aqui", disse, pedindo compreensão e rapidez aos senadores e deputados.

"Este não é um programa do governo do presidente Lula, ou um programa para demorar três anos", afirmou o presidente. Segundo ele, o projeto tem uma meta para 30 anos. "É um programa para muitos anos e, portanto, é um programa que tem que ter seqüência, ter continuidade", declarou, dirigindo-se aos governadores presentes à solenidade de lançamento do projeto, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio.

O presidente afirmou que a política industrial é um desafio de grandeza incomensurável. "São investimentos de uma magnitude que minha cabeça nem consegue guardar os números", afirmou. Ele citou o "constrangimento" de anunciar um programa de desenvolvimento e dar a palavra ao presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, destacando o porte da estatal. Bem humorado, Lula brincou que "é de tal envergadura" a capacidade de investimentos da estatal "que eu penso que vai ter um momento na história do Brasil que se a Petrobras continuar assim, vai ter que ter eleição direta para o presidente da Petrobras e ele indica o presidente da República".

O presidente Lula começou o discurso com um tom emocionado, lembrando o aniversário de 30 anos da greve que liderou na fábrica da Scania, no ABC.

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