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CSN: venda de mineradora tem como objetivo zerar dívida

 | 07.05.2008 | 13h16

 

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Por Natalia Gómez

Agência Estado 

A venda da mineradora Namisa, que está sendo negociada pela CSN, tem como objetivo zerar a dívida da siderúrgica, segundo o presidente Benjamin Steinbruch. O executivo informou hoje, em reunião com analistas, que a empresa pretende usar os recursos obtidos com a venda de participação para "quitar dívidas e ainda ficar com sobra de caixa".

Segundo ele, deixar a CSN sem dívidas é "um sonho" porque o mercado considerou a companhia "aventureira ou alavancada (endividada)" no passado. "Meu diretor financeiro diz que trabalhar sem alavancagem é ser chamado de burro. Mas eu gostaria de ser chamado de burro pelo menos uma vez", afirmou.

Ele destacou que a condição de endividamento zero vai durar pouco tempo devido aos grandes projetos de investimento da companhia. Mesmo assim, acredita que é salutar mostrar para o mercado a "solidez e a consistência" da CSN. "Poucos acreditavam que a empresa ia crescer como cresceu", disse.

Oriente

A CSN informou que está sendo procurada por várias siderúrgicas da China e do Oriente Médio para estudar a construção de pelotizadoras nestas regiões. Segundo Steinbruch, faz sentido agregar valor ao minério de ferro e garantir estes mercados. "É uma questão de momento e de fazer contas", disse.

No mercado de siderurgia, o executivo descartou a possibilidade de investimentos na Ásia. "Preferimos investir no Brasil, na América Latina e nos Estados Unidos", disse. Segundo ele, a empresa está mais voltada a comprar laminadoras nos Estados Unidos do que na Europa porque acredita na recuperação do mercado local. "Esta seria uma boa aposta", disse.

Mesmo assim, o executivo não deu previsões de quando o investimento no exterior poderá ocorrer. "Continuamos avaliando", disse. Ele destacou que muitas empresas estrangeiras estão em busca de ativos de mineração no Brasil, movimento contrário aos planos de internacionalização das brasileiras.

Minério

O mercado de minério de ferro permanecerá aquecido até 2012, segundo expectativas de Steinbruch. O executivo afirmou que existe um ciclo virtuoso na demanda mundial, impulsionado pela China e por outros países emergentes, como Índia, Rússia e Brasil. "Não vejo como a China poderia parar de crescer", disse.

 
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