Após os grandes volumes registrados em janeiro e fevereiro, com R$ 16,6 bilhões e R$ 15,7 bilhões, respectivamente, as emissões de debêntures caíram a zero no mês passado, conforme dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Na avaliação de especialistas do setor, a queda resulta, em parte, da decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de criar recolhimentos compulsórios sobre os recursos captados pelas empresas de leasing vinculadas a conglomerados financeiros.
Conforme os dados da CVM, as emissões de cotas dos Fundos de Investimentos em Participações (FIP) lideraram as captações por oferta pública no mês passado, com um total de R$ 3,823 bilhões. Esse montante representou 59% do total registrado na autarquia em março, que somou R$ 6,5 bilhões. O total acumulado no ano subiu para R$ 43,2 bilhões, com aumento de 110,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. As emissões de debêntures, que são títulos de dívida de longo prazo das empresas, responderam por 75% do total no trimestre, no total de R$ 32,2 bilhões este ano. No primeiro trimestre do ano passado, as emissões de debêntures responderam por apenas 2,8% do total registrado na CVM.
As emissões de ações, por sua vez, continuam em ritmo lento este ano, com as colocações primárias totalizando apenas R$ 20,7 milhões até agora. No mês passado a CVM registrou duas operações no mercado secundário, no montante de R$ 1,285 bilhão, sendo R$ 1,2 bilhão da Redecard e R$ 68,4 milhões do Bradesco. No primeiro trimestre do ano passado, as emissões de ações no mercado primário totalizaram R$ 6,5 bilhões, distribuídas em 11 operações, o que ilustra a mudança de humor dos investidores nos últimos 12 meses. Considerando também as ofertas secundárias, em que os recursos vão para o bolso dos acionistas controladores, as emissões de ações totalizaram R$ 11,2 bilhões no primeiro trimestre do ano passado. Em 2006, considerando as ofertas nos mercados primário e secundário, as ofertas públicas de ações atingiram R$ 6,1 bilhões.

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