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Société reafirma que conselho não sabia sobre perdas

 | 29.01.2008 | 09h35

 

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Por Fabiana Holtz

Agência Estado 

O Société Générale (SocGen) reafirmou hoje que Robert Day, membro de seu conselho, não sabia sobre a baixa contábil adicional relacionada às hipotecas de segunda linha (subprime) nos Estados Unidos, ou às perdas geradas pela descoberta de transações fraudulentas, antes de vender ações do banco francês.

Além de ser um dos diretores da instituição financeira, Day é presidente da Trust Company of the West, subsidiária da divisão Société Générale Asset Management. Segundo documento divulgado ontem pela Autorité des Marches Financiers (AMF), órgão regulador do mercado de valores mobiliários francês, o executivo vendeu o equivalente a 40,52 milhões de euros (US$ 59,86 milhões) em ações do banco no dia 18 de janeiro, a 90,04 euros por ação. Menos de uma semana depois, na quinta-feira da semana passada (dia 24), o banco francês anunciou perdas totais de 7 bilhões de euros. Naquele mesmo dia, o SocGen anunciou que seria forçado a fazer uma emissão de ações de emergência no valor de 5,5 bilhões de euros.

Hoje, a instituição de Paris disse que Day vendeu ações em dezembro e em janeiro, até o dia 18. Porém, "nenhuma informação privilegiada foi usada de qualquer maneira com respeito a essas vendas", afirma o SocGen em comunicado. "Day, como outros membros do conselho, não foi avisado sobre as perdas provocadas pelas transações fraudulentas de Jérôme Kerviel", a baixa contábil adicional ou a necessidade de se fazer reservas, declarou o banco.

Às 9h05 (de Brasília), as ações do SocGen operavam em alta de 0,94% na bolsa de Paris, cotadas em 71,72 euros. As informações são da Dow Jones.

 
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