A agência de classificação de risco Moody´s elevou a nota do Brasil em um nível, acompanhando o que já havia sido feito este ano pelas outras duas mais importantes agências do mundo, a Standard & Poor´s e a Fitch. Agora, o Brasil está a um degrau do "grau de investimento" nas três agências.
As principais notas, de títulos do governo em moeda estrangeira e moeda local, foram elevadas pela Moody´s de Ba2 para Ba1. A Moodys afirmou em comunicado que a elevação reflete a "melhoria observada no perfil de endividamento geral do governo, a antecipação de uma redução mais acelerada dos indicadores de endividamento do governo no futuro próximo e a esperada continuação de fortalecimento dos indicadores de dívida externa".
A agência elevou também o teto soberano para os títulos em moeda estrangeira, de Ba1/NP para Baa3/P-3, marcando a primeira vez em que foi concedido grau de investimento ao teto soberano para títulos em moeda estrangeira. O teto para os títulos em moeda estrangeira baseia-se no rating dos títulos do governo em moeda estrangeira e na avaliação da Moodys de um risco moderado de moratória na eventualidade de um default do governo. O teto soberano para depósitos bancários em moeda estrangeira também foi elevado de Ba3 para Ba2.
Os indicadores de vulnerabilidade externa do Brasil têm apresentado reduções contínuas disse o analista sênior da Moodys, Mauro Leos. A contínua acumulação de reservas internacionais propicia um colchão financeiro e deve servir como defesa contra choques externos, que poderiam se materializar na eventualidade de um ciclo adverso de eventos atingir a economia brasileira.