Representantes da sociedade civil e de ONGs ambientais, pesquisadores de universidades públicas e privadas, além de moradores da região do Baixo Tietê fizeram ontem em Castilho, a 700 quilômetros de São Paulo, o primeiro ato público contra o plano do governo federal de instalar uma usina nuclear de 1.000 MW na área.
Os dois reatores nucleares em operação no País (além do terceiro previsto) ficam em Angra dos Reis, a mais de mil quilômetros do oeste paulista, onde está Castilho. Mas a região do Baixo Tietê foi incluída como opção para receber um projeto termonuclear pelo Plano Nacional de Energia (PNE), o primeiro estudo de longo prazo sobre as opções de oferta de energia até 2030.
Neste, o País elevará de 1% para 3% a produção de energia elétrica a partir de instalações nucleares. Além dos três empreendimentos em Angra dos Reis, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) considera a construção de quatro novos reatores: o do Baixo Tietê; outro próximo ao reservatório de uma hidrelétrica do Rio Grande, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais; mais um em Foz do Rio Doce, no Espírito Santo; e o último na região Nordeste do País. São empreendimentos que poderão ser erguidos entre a próxima década e 2030. A despeito disso - e ante a polêmica da alternativa energética -, as reações sociais iniciaram. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.