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Fipe revê previsão do IPC de junho de 0,40% para 0,58%

Por Flavio Leonel  | 20.06.2007 | 13h40

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Márcio Nakane, elevou hoje a projeção para inflação de junho na capital paulista, de 0,40% para 0,58%. De acordo com ele, a alteração foi feita por causa da alta inesperada do indicador na segunda quadrissemana do mês (últimos 30 dias encerrados no último dia 15), de 0,49% ante 0,40% da primeira medição de junho.

No período, o grupo Alimentação puxou o índice para cima após apresentar forte aumento de 1,61%, a maior desde a primeira quadrissemana de março de 2003, quando subiu 1,70%. Entre os principais fatores para este movimento, o preço do leite longa vida, que já vinha sendo o maior vilão da inflação, ganhou a companhia de outros dois itens importantes: o feijão e o frango.

Enquanto a elevação da bebida láctea passou de 12,59% para 14,16%, o feijão avançou de 8,76% para 12,75%, e o frango de 2,39% para 2,93%. Juntos, estes três itens contribuíram com 41,46% do IPC e fizeram a alta do subgrupo semi-elaborados passar de 2,60% para 3,49%.

Um outro fator importante foi a redução na queda de preços dos produtos alimentícios in natura, que passou de -1,03% para -0,10%. Por conta destes comportamentos, ele revisou para cima a estimativa do grupo Alimentação para o final do mês, de 1,30% para 2%, o que elevou a previsão geral para a inflação, por conta do peso do grupo. "Estamos vendo realmente um minichoque de preços dos alimentos. Resta saber se é um choque pequeno mesmo ou se será algo maior", disse.

Combustíveis

A elevação do IPC-Fipe na segunda quadrissemana de junho, de 0,40% para 0,49%, não foi ainda mais expressiva porque a queda dos preços dos combustíveis na capital paulista ajudou a inflação, disse o coordenador do índice.

No período, o álcool combustível caiu 8,04% ante recuo de 5,69% da primeira medição do mês feita pela Fipe. A gasolina, que ainda estava no terreno positivo no começo de junho (alta de 0,32%) iniciou um processo de queda e apresentou variação negativa de 0,05%.

Juntos, estes dois combustíveis representaram -9,6% do IPC-Fipe. Isto amenizou a contribuição de 41,46% dos três maiores vilões da inflação no período: o leite Longa Vida (+14,16%), o feijão (+12,75%) e o frango (+2,93%).

Para o restante do mês, Nakane disse que a movimentação dos preços dos combustíveis deve continuar ajudando a inflação a não subir mais do que já está sendo visto.

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