Os governos de Minas Gerais e Rio de Janeiro assinaram hoje um protocolo de intenções para viabilizar o Porto de Itaguaí, no litoral fluminense. Pelo acordo, representantes dos governos estaduais, o Ibama e a massa falida da Companhia Mercantil e Industrial Ingá esperam solucionar um passivo ambiental que a empresa deixou na Baía de Sepetiba.
A área possui extensão de 110 hectares, vizinha ao porto da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) nesta região e pertencia a uma das sócias da antiga Mineração Areiense S.A (Masa), do grupo minero-metalúrgico Ingá, do Rio de Janeiro, que teve falência decretada em dezembro de 1998. Atualmente o síndico da massa falida da Masa é o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). O grupo, que processava zinco no município de Vazante, no noroeste de Minas, deixou um grande volume de rejeitos resultantes do beneficiamento do mineral que não foram tratados adequadamente e que agora será recuperado.
Conforme o subsecretário de Indústria, Comércio e Serviços da Secretaria de Desenvolvimento de Minas, Carlos Eduardo Orsini, a idéia do acordo é criar uma alternativa para a exportação de diversos produtos fabricados em Minas. "Esta é uma área privilegiadíssima, que pretendemos que seja um ponto avançado dos produtos mineiros", disse. O porto deve ser voltado para as indústrias siderúrgicas e consórcios de pequenos e médios mineradores, sem excluir outros empreendimentos exportadores.
A área está localizada a 3,2 quilômetros do entroncamento com a Rodovia BR-101 - Rio-Santos - e a 1,7 quilômetro do portão de entrada do Porto de Sepetiba.