Os economistas consultados pela pesquisa semanal Focus, divulgada hoje pelo Banco Central (BC), continuam apostando no movimento de queda do dólar. As projeções dos especialistas para a taxa de câmbio no final deste mês caíram de R$ 2,03 para R$ 2,02. A redução ocorreu a despeito do aumento da imprevisibilidade das ações do BC no mercado cambial.
Para o final de 2008, as estimativas de câmbio recuaram de R$ 2,12 para R$ 2,10. Esta foi a quinta queda consecutiva destas previsões, que estavam em R$ 2,17 há quatro semanas. As apostas de taxa média de câmbio para o próximo ano diminuíram, por sua vez, de R$ 2,11 para R$ 2,10.
Já para o fim de 2007, as projeções para o dólar não mudaram e ficaram estáveis em R$ 2,05. A estabilidade pôs fim a um período de duas semanas seguidas de baixa destas estimativas, que estavam em R$ 2,10 há quatro semanas. As projeções de taxa média de câmbio para este ano, por sua vez, caíram de R$ 2,07 para R$ 2,06.
Juros
O mercado financeiro permanece acreditando em estabilidade na básica de juros da economia brasileira, a Selic, em relação à pesquisa anterior. As projeções para os juros no final do ano ficaram inalteradas em 11,25% ao ano.
Nas instituições Top 5 (as cinco que mais acertam suas previsões), as estimativas da Selic para o fim de 2007 recuaram de 11% para 10,75% ao ano no cenário de médio prazo. As estimativas de juros para o final de 2008 não mudaram e prosseguiram estáveis em 10% ao ano. Nas instituições Top 5, as apostas de juros para o fim do próximo ano diminuíram de 10% para 9,75% ao ano. A queda interrompeu uma seqüência de duas semanas seguidas de estabilidade.
As projeções do mercado financeiro para a dívida líquida do setor público neste ano caíram de 43,60% para 43,59% do Produto Interno Bruto (PIB). Trata-se da sétima redução consecutiva destas previsões, que estavam em 46,50% do PIB há quatro semanas. Para 2008, as apostas de mercado para a dívida líquida caíram de 41,85% para 41,70% do PIB.
Indústria
De acordo com o BC, as estimativas para o crescimento da produção industrial em 2007 subiram de 4% para 4,07%. As previsões de expansão do PIB neste ano não mudaram e prosseguiram em 4,10%.
Para 2008, as projeções de avanço da produção industrial recuaram de 4,40% para 4,30%. As estimativas de expansão do PIB para o próximo ano permaneceram em 4%.
IGPs
As projeções do mercado financeiro para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) neste ano avançaram de 3,57% para 3,69%. Para 2008, as estimativas de variação do IPC da Fipe aumentaram de 3,60% para 3,70%.
A pesquisa aponta que as previsões de alta do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) para este ano, por sua vez, recuaram de 3,64% para 3,63%. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) para 2007 o mercado prevê estabilidade em 3,73%.