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AES Tietê: reajuste tarifário explica lucro no trimestre

13 de Novembro de 2008 | 20:42

A alta de 33% no lucro líquido da AES Tietê no terceiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado, deve-se, principalmente, ao maior preço da energia vendida pela empresa, que sofreu reajuste anual em julho (de 13,44%), e a redução do IGP-M no intervalo, índice que corrige o contrato de assunção de dívida da companhia e que, conseqüentemente, beneficiou o resultado financeiro da elétrica. O lucro líquido de R$ 187,7 milhões apurado pela empresa entre julho e setembro será integralmente distribuído aos acionistas sob a forma de dividendos. O preço da energia vendida por meio do contrato bilateral firmado junto à AES Eletropaulo, para o ciclo 2008/09, ficou em R$ 149,72/Mwh, ante R$ 131,98/Mwh praticados anteriormente. A medida teve impacto no resultado operacional da empresa. A receita líquida subiu 16,2%, para R$ 423 milhões. A AES Tietê informou, em seu balanço financeiro, que no último trimestre o volume de energia gerada foi 16,3% superior à energia assegurada. Além do aumento do faturamento, a manutenção do patamar de custos contribuiu para a alta de 20% do Ebitda, que foi a R$ 333,66 milhões no terceiro trimestre. Os custos operacionais apresentaram uma leve variação positiva no intervalo, de 1,8%. Os custos de transmissão e conexão, com pessoal e de serviços, entre outros, totalizaram R$ 105,5 milhões entre julho e setembro deste ano. O resultado financeiro da AES Tietê fechou o terceiro trimestre negativo em R$ 34 milhões, 27,6% menor em comparação ao resultado negativo de R$ 47 milhões do terceiro trimestre de 2007. A despesa financeira da empresa teve uma queda de R$ 4 milhões em relação ao terceiro trimestre de 2007, devido à queda de 1 ponto porcentual no IGP-M médio. Enquanto as despesas financeiras da elétrica somaram R$ 60 milhões no terceiro trimestre, as receitas totalizaram R$ 786,9 milhões, apresentando uma alta de 53,7%. O aumento deve-se, segundo a empresa, a um maior saldo médio de aplicações financeiras, que passaram de R$ 593 milhões, no terceiro trimestre de 2007, para R$ 743 milhões neste último. O aumento das disponibilidades, inclusive, resultaram em uma redução de R$ 236 milhões na dívida líquida, que encerrou o trimestre em R$ 467 milhões. A dívida bruta caiu em R$ 45 milhões. A AES Tietê não possui contratos de financiamentos bancários. O seu endividamento é representado por uma confissão de dívida com a Eletrobrás, que ao final de setembro estava em R$ 1,254 bilhões. A empresa possui ainda uma outra dívida com a Fundação Cesp, mas não havia saldo registrado em balanço ao final do terceiro trimestre.

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